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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Cinema - Salt

A cavalo dado não se olha o dente. E se não me tivessem oferecido o bilhete, muito provavelmente não colocaria a hipótese de ver este filme no cinema. Os filmes de acção deste tipo não são da minha preferência, mas até saí da sala de cinema surpreendida pela positiva. Exceptuando certas cenas de acção estupidamente exageradas - o filme não perderia qualidade se elas fossem mais credíveis, antes pelo contrário - tem uma história com alguma complexidade, o que é sempre bom. Chegamos ao intervalo do filme com várias perguntas, como «mas afinal tu és americana ou és russa, Salt?». E é a vontade de ver as respostas às perguntas que prende o espectador ao filme, o que é uma qualidade. Aconselha-se àqueles que gostem de uma história algo enigmática e com vários momentos altos. Para quem não gosta mesmo de filmes comerciais e de acção, é para esquecer!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cinema - A Origem

Não vou adiantar muito sobre o filme, até porque já toda a gente o deve ter visto, e quem não viu vai ver... e quem não quer ver não sabe o que perde! São cerca de duas horas e meia passadas no banco do cinema (excepto se formos à casa-de-banho ou ao bar do cinema no intervalo) que valem bem a pena. Alguma vez pensaram bem nos sonhos? Não na história do sonho que tiveram esta noite, mas no que vos levou a sonhar o que sonharam? O filme não é de todo uma reflexão filosófica sobre sonhos, apenas os usa para criar um enredo de acção com efeitos especiais que, na minha opinião, não estragam nada o filme, e isto dito por quem não aprecia filmes de ficção científica ou com muitos efeitos especiais.
Deixo à reflexão, como o Leonardo DiCaprio me deixou a mim: alguma vez se perguntaram como começou o vosso sonho? Como foram parar àquele lugar?...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Cinema - Um Cidadão Exemplar

Nunca julguem um livro pela sua capa! Neste caso, não julguem um filme pelo seu cartaz. A figura de Jamie Foxx no cartaz de Um Cidadão Exemplar deixou-me a sensação de ser, apenas, mais um filme de acção daqueles em que o conteúdo não é nada de especial (geralmente as histórias são vinganças ou problemas entre ladrões, polícias e advogados) e em que aquilo a que realmente é dada relevância é ao tiroteio que ocupa mais de 75% do filme. Pois bem, vi o trailer do filme e a minha impressão já foi outra: talvez valesse a pena ir vê-lo e fui. E ainda bem, porque é mesmo bom.
A base deste tipo de filmes é sempre muito parecida, mas, numa altura em que já se esgotaram praticamente todos os temas a abordar na indústria cinematográfica, prima a criatividade com que os mesmos são tratados e, para mim, os finais são extremamente importantes. Dêem-me um final inesperado e tenho o dia ganho! É que, com tanta ficção, já me tornei perita em adivinhar os finais dos filmes. No caso de Um Cidadão Exemplar, o filme é bastante interessante, não tem partes aborrecidas e tem um final que, para mim, foi inesperado. Ah, e resta acrescentar que não há cenas de sexo (o que dá ainda mais qualidade ao filme) e que Gerard Butler aparece no seu melhor (se é que me faço entender...). Se, por acaso, já tinham pensado não ir ver o filme, fica o trailer e pode ser que vos aconteça o mesmo que me aconteceu.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Cinema - Sherlock Holmes

E já que se falou de cinema, deixo aqui o meu comentário acerca do filme que vi ontem no cinema, Sherlock Holmes, de Guy Ritchie, com Robert Downey Jr., Jude Law e Rachel McAdams.
Desde que soube que ia estrear que disse que o queria ver. E ainda bem que fui! Tinha grandes expectativas em relação ao filme, e ter grandes expectativas, por vezes, aumenta a probabilidade de nos desiludirmos. Isso não aconteceu! Saí da sala de cinema contente por o ter visto.
Não tem momentos parados e é um policial (se considerarmos policial um enredo que envolva muita dedução da parte do seu protagonista - um pouco ao estilo de Hercule Poirot) de que é muito fácil gostar-se. Com algumas piadas à mistura, vê-se muito bem e está longe de ser aborrecido. Recomenda-se o raciocínio rápido para se perceber todas as conclusões a que Sherlock Holmes chega ao longo da história e a atenção aos pormenores. Para companhia, aconselho alguém igualmente atento e observador, para que não interrompa os consecutivos momentos altos do filme com perguntas como «O que quis ele dizer com...?», «Mas de que raio está ele a falar?» ou «Como é que ele percebeu aquilo??».